quarta-feira, 25 de maio de 2011

Candidatos a prefeito já procuram agiota

Alguns candidatos gastam rios de dinheiro em suas campanhas eleitorais buscando se eleger e o cargo mais cobiçado por eles é o de prefeito. Mas não pensem que é para promover o desenvolvimento dos municípios não, é para enriquecer o próprio candidato, sua família e seu grupo político (ou quadrilha).


Se vocês acharam que eles utilizam o dinheiro do próprio bolso para financiar a sua campanha enganaram-se redondamente.


As duas formas de financiamento mais comuns são: conseguir apoio do atual prefeito para que ele aplique parte do dinheiro desviado durante a sua gestão, ou recorrer aos temíveis agiotas. Seja de que forma for, a população do município sempre vai sair perdendo. Com as crianças ficando sem a merenda escolar, os doentes sem atendimento médico-ambulatorial, os alunos do Projovem sem receber a bolsa, os conjuntos residenciais sendo construídos sem estrutura alguma etc.


Pois bem, como o prefeito só vai apoiar um candidato, os demais têm que pedir empréstimo financeiro aos agiotas. E, caros leitores, estas pessoas chegam a cobrar até 500% de juros pelo valor que foi emprestado para ser aplicado nas campanhas eleitorais.


Ou seja, se um candidato pedir R$ 1 milhão para a campanha, terá que pagar R$ 5 milhões para o agiota. E para que um candidato quer tanto dinheiro? Na maioria das vezes, como não têm proposta alguma de mudança para o município, eles atraem os eleitores com festas, presentinhos, materiais de construção, medicamentos, eletrodomésticos e até dando dinheiro diretamente ao povo.


Estas pessoas podem ser facilmente reconhecidas pelo eleitor, normalmente apresentam sinais exteriores de riqueza, ou seja, trocam de carro constantemente, constrõem casarões ou já foram responsáveis por alguma função dentro da prefeitura.


A face mais visível da ação do dinheiro proveniente de um agiota é a compra de votos, a transferência ilegal de eleitores e a realização de festas com o intuito de enganar a população e vender a imagem de que a criatura é boazinha. Um lobo em pele de cordeiro.

[Os piodozenses conhecem bem essa realidade.]

terça-feira, 10 de maio de 2011

Educadores param de novo

Amanhã, 11 de maio, os educadores da rede estadual de ensino em Pio XII voltam a cruzar os braços. A paralisação faz parte da Semana de Mobilização pela Educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE).
Assim, nesta quarta, os educadores do Centro de Ensino Jansen Veloso, Centro de Ensino Newton Bello e Centro de Ensino Rafael Braga param suas atividades em defesa da aprovação ainda este ano do Plano Nacional de Educação (PNE) e pelo cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) - Lei 11.738/08.
Em Pio XII e em todo o Maranhão o ato é também uma demonstração de descontentamento com os rumos em que se encontra o processo de negociação entre o governo do estado e o comando estadual de greve, que não representa um compromisso claro, por parte do governo, em acatar pontos essenciais que possibilitariam o fim da greve. Os educadores maranhenses estão há 70 dias em greve.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pio XII: hoje não tem aulas na rede estadual


Hoje não tem aulas nas escolas da rede estadual de ensino em Pio XII. Como o Notícias informou ontem, os professores das escolas da rede estadual, Centro de Ensino Jansen Veloso (Cema), Centro de Centro Ensino Newton Bello e Centro de Ensino Rafael Braga decidiram paralisar suas atividades como milhares de trabalhadores que hoje protestam em todo o Brasil contra o descaso governamental com a educação, salário e outros direitos sociais.

Em Pio XII, a paralisação representa também um basta contra a intransigência do governo Roseana Sarney, que se recusa a negociar com o comando de greve e impôs aos educadores o desconto dos dias parados. Diante dessa situação, evidencia-se a possibilidade de os professores em Pio XII voltarem à greve.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Professores de Pio XII participam de paralisação nacional


Amanhã, 28 de abril, Dia da Educação, os professores da rede pública estadual em Pio XII voltam a paralisar suas atividades, como parte das atividades que se realizam em todo o país em defesa dos direitos dos trabalhadores e de melhores condições de trabalho e de vida para a população em geral.

A paralisação representa também um grito de protesto contra o governo Roseana Sarney, que descontou os dias parados dos educadores em greve e tem sistematicamente se recusado a negociar com o comando de greve. No próximo domingo, 1º de maio, Dia do Trabalhador, a greve dos educadores maranhenses completa dois meses.

Defesa da educação X falácia governamental

Com os dias descontados, os professores não devem repor as aulas, o que compromete o ano letivo e a propaganda governamental do “maravilhoso” calendário escolar elaborado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) sem ouvir os professores. O discurso falacioso da equipe de governo de Roseana é desmentido pelos fatos: após 60 dias de greve, ainda faltam professores nas escolas, que ainda não foram contratados pelo Estado, como se constata em Pio XII, no Centro de Ensino Jansen Veloso e no Centro de Ensino Newton Bello.

Em São Luis

Em São Luis, os representantes do comando de greve, que deveriam ter sido recebidos ontem na Seduc, encontraram a secretaria fechada e, em vez disso, policiais foram mandados ao local para impedir a entrada dos professores. Nesse instante, o comando de greve espera conversar com o vice-governador do Maranhão, Washington Luis.

Junto aos seus deputados, o governo Roseana tem perdido apoio na questão da greve. Na Assembléia Legislativa, a secretária da educação, Olga Simão, foi convocada a dar explicações sobre as reivindicações dos educadores e o deputado Cesar Pires, ex-secretário de educação, pediu a devolução dos salários dos professores em greve

Como parte do dia nacional de mobilização, amanhã em São Luis estão previstas várias atividades, como panfletagem pela manhã na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), retardamento da abertura de agências bancárias no centro da cidade e concentração às 15 horas na Praça Deodoro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A luta continua


Em assembleia realizada na noite desta segunda, em Pio XII, os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino decidiram manter a greve. Assim como os educadores de São Luis, Imperatriz, Santa Inês e outras cidades maranhenses, os educadores de Pio XII decidiram continuar a luta pela aprovação imediata do Estatuto do Educador.
Os educadores presentes à assembleia não se deixaram amedrontar pela atual ofensiva do governo do Maranhão, que se reflete na tentativa de tornar ilegal o movimento. Outra estratégia usada pelo governo foi o financiamento de uma nota em nome de entidades supostamente representativas da juventude se colocando contra a greve dos educadores. Grande pressão também tem recaído sobre os temporários (contratados) e os recém-nomeados, por parte dos gestores. "Manter a greve até a vitória é uma questão de dignidade", disse um dos professores presentes. Depois de amanhã, a greve completa 30 dias.
Além de aprovarem por unanimidade pela continuidade da greve, os trabalhadores em educação decidiram ampliar o comando grevista em Pio XII e somar forças com os professores de Santa Inês em passeata que será realizada na próxima quinta, 31.
A agenda da greve na capital
Amanhã de manhã em São Luis os profissionais da educação irão se concentrar na Assembléia Legislativa, em busca do apoio dos parlamentares estaduais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dutra pede que governo negocie com professores em greve


No Plenário da Câmara, o deputado Domingos Dutra (PTMA) pediu à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que abra as negociações com os professores do estado, em greve há 16 dias. “O estatuto que rege a educação foi aprovado no primeiro governo dela. Pedimos que negocie para que os alunos, principalmente os mais pobres, não percam o ano letivo”, reivindicou.

De acordo com Domingos Dutra, o Maranhão conta com quase 600 mil estudantes, em 1.420 escolas, “a maioria delas caindo aos pedaços, devido ao descaso do governo”. O deputado disse ainda que dos 32 mil professores maranhenses, 43% são contratados “sem nenhuma garantia trabalhista ou previdenciária”.

Ainda conforme o parlamentar, 60% dos alunos são analfabetos, e das 20 piores escolas do Brasil, cinco ficam no Maranhão. Para completar o quadro, disse 25% dos alunos que começam o ensino médio não concluem esse nível porque precisam trabalhar. “E aqueles que terminam o segundo grau têm de migrar para outros estados porque o Maranhão não tem universidades”, acrescentou.

Segundo Dutra, a média de salário dos professores do Maranhão é de R$ 630, “um salário mínimo”. Mas, afirmou os profissionais não pedem apenas melhorias salariais. Dentre as reivindicações constariam também pontos como aplicação do piso nacional dos professores (de R$ 1.187,08, segundo o Ministério da Educação), realização de concurso público e plano de reestruturação da estrutura física e operacional das escolas do estado.

Reação

Domingos Dutra criticou a reação inicial do governo às demandas dos professores. De acordo com o deputado, o chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva, disse “que o governo quer que a greve continue porque economiza, deixa de pagar luz, água e papel”. Dutra considerou lastimável que o governo que “prometeu uma revolução na educação trate com deboche uma reivindicação justa para a área, que pode ajudar a superar a pobreza e a desigualdade regional”.

Domingos Dutra afirmou ainda que, apesar de sua localização privilegiada e da riqueza de seus recursos naturais, o Maranhão continua entre os estados mais pobres do Brasil. As causas do problema, na opinião do deputado, não são econômicas, mas políticas. “Nossa pobreza é decorrente do longo tempo de poder de uma família. “Há 57 anos o sr. José Saddam Mubarak Sarney utiliza o poder em Brasília para manter o povo maranhense na taca, na exploração e na miséria,” criticou o deputado.

Do site do Sinproesemma

quarta-feira, 16 de março de 2011

Greve dos educadores entra no 16º dia


A greve dos trabalhadores em educação da rede estadual maranhense entra hoje no 16º dia. Segundo o Sinproesemma, 65% dos educadores estão parados. A adesão só não seria maior por causa da resistência dos trabalhadores temporários (contratados), que sofrem mais ameaças por parte dos gestores das escolas.
Ontem, os educadores maranhenses realizaram manifestações em várias cidades: em São Luis, cerca de 5.000 trabalhadores em educação saíram em passeata da Praça Deodoro até a sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Os manifestantes contaram com o apoio do deputado estadual Bira do Pindaré (PT).
Bira informou que nesta quarta-feira, 16, a secretária de Educação, Olga Simão, será ouvida pela Comissão da Educação da Assembléia Legislativa, às 15h, e conclamou os educadores a se fazerem presentes.
Em Imperatriz, os educadores também realizaram passeata ontem de manhã, que culminou com ato público na Praça de Fátima.
Em Pio XII, os trabalhadores em educação receberam a solidariedade dos pais dos alunos, em assembléia realizada na tarde de ontem, com cerca de 370 pais, mães e responsáveis.