terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Jackson Lago inaugura obras em Pio XII


Domingo, 9, o governador Jackson Lago inaugurou em Pio XII o Centro de Ensino Médio Prof. Rafael Braga de Oliveira. Construída com recursos do projeto Alvorada, a escola dispõe de seis salas de aula, laboratórios de ciências e de informática, biblioteca, ginásio poliesportivo coberto, cantina e pátio amplo. “Estamos oferecendo aos nossos jovens mais que simples escolas: estamos levando conhecimento. Nós temos que olhar a educação como uma fonte de conhecimento útil, que o capacite para o trabalho, para a vida e que possibilite a conquista plena de sua cidadania”, disse o governador.

Além da inauguração da escola, Jackson Lago assinou a autorização para a construção de um terminal rodoviário em Pio XII, duas estradas vicinais e o asfaltamento de seis quilômetros de ruas no bairro Vila Monteiro. O governador inaugurou também a pavimentação asfáltica de ruas no centro da sede municipal.

O descerramento da placa inaugural da referida unidade de ensino foi realizado em clima de festa pelos moradores da cidade, que lotaram o ginásio poliesportivo da escola para ouvir o governador e sua comitiva, composta pelos secretários Lourenço Vieira da Silva (Educação) e Luiz Pedro (Gabinete); pelo ex-governador José Reinaldo Tavares; os deputados federais Carlos Brandão e Ribamar Alves; pelos deputados estaduais Rubem Júnior e Pedro Veloso, que é o parlamentar autor dos pleitos autorizados pelo governador na solenidade.

Lamenta-se que não tenha sido possível o governador agendar uma visita ao Centro de Ensino Jansen Veloso (CEMA). A direção da escola, seu corpo docente, colegiado escolar e grêmio estudantil esperavam o governador Jackson Lago para solicitar uma banda de música para a escola e um novo plano de cargos e carreiras para os professores. Aguardavam, ainda, que o governador conhecesse o trabalho desenvolvido na biblioteca da escola e no seu laboratório de informática, obras realizadas já na administração Jackson Lago.


Com informações do Jornal Pequeno, disponíveis em:

http://www.jornalpequeno.com.br/2007/12/11/Pagina69367.htm


sábado, 8 de dezembro de 2007

Governador Jackson Lago inaugura obras em Pio XII

Domingo, 9, o governador do Maranhão, Jackson Lago, inaugura obras no município de Pio XII. Entre as obras a serem inauguradas estão o asfaltamento de ruas da cidade e a escola de ensino médio Professor Rafael Braga.

As realizações em Pio XII compõem uma rotina de entrega de escolas e outras obras, que, como já foi expresso em oportunidade anterior, representam, para o governador, o resultado do “expressivo serviço prestado ao Maranhão pelo ex-governador José Reinaldo Tavares, que rompeu com seus antigos aliados políticos e ampliou o ensino médio para os 217 municípios” (fonte: SEDUC).

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Segurança pública em Pio XII: o que “esquecem” de falar e algumas propostas concretas

O assalto à agência do Banco de Brasil reavivou uma discussão que de alguns meses para cá tem tomado conta da cidade: a questão da segurança pública em Pio XII. O assunto é discutido apaixonadamente e, nessa discussão, se observa a repetição de uma idéia fixa: a de que a segurança é responsabilidade do governador, uma vez que a polícia militar está diretamente subordinada a ele.

Colocado nesses termos, o problema está demasiadamente simplificado. A questão é bem mais complexa e requer uma análise a mais imparcial possível.

Em, primeiro lugar, o problema da (in)segurança não é exclusividade de Pio XII (infelizmente). Trata-se de um aspecto predominante da sociedade capitalista, uma vez que esta se baseia na desigualdade social: enquanto uns poucos lucram com a exploração de muitos, parte dessa maioria explorada se extravia no caminho do crime, em função da falta de oportunidades e da exclusão social. E nesse quesito – desigualdade social – o Brasil ocupa lugar de destaque. “Ah”, você pode dizer, “por viver na miséria ninguém é obrigado a entrar no mundo do crime!”. Concordo. Mas não é tão fácil explicar isso para um cidadão que, ao acordar, observa que não tem comida em casa e não sabe o que fazer para alimentar seus filhos...

Mas há também aqueles criminosos que provêm da classe média ou alta: aproveitam-se das brechas do sistema para fazer do crime um atalho para o “sucesso”, à custa do terror e da violência contra os demais cidadãos. Entre as brechas que tais indivíduos aproveitam, está a impunidade dos criminosos da alta classe, popularmente conhecidos como “colarinho branco”. E para quê exemplo mais fresco que o da absolvição de Renan Calheiros? (ver matéria abaixo.)

Apesar do atual clamor público da população de Pio XII em torno da questão da segurança, é bom lembrar que não é de hoje que a cidade vez por outra vivencia situações violentas. O funcionário do Banco do Brasil, Marco Jorge, por exemplo, foi, há mais de dez anos, vítima de criminosos que o seqüestraram, como parte de um plano para assaltar o banco.

Da mesma forma, não é de hoje que o Maranhão é palco de ações criminosas. Como esquecer os roubos de cargas e os assassinatos perpetrados pela quadrilha de Caíca e Zé Gerardo, por exemplo?

Tanto no caso do Maranhão como no de Pio XII, não se pode omitir a situação social como elemento determinante e/ou auxiliar na proliferação da violência. E aqui é inevitável lembrarmos que durante 40 anos, o Maranhão viveu sob o domínio de uma família que chefiou um grupo político que sempre privilegiou os ricos e esqueceu a população humilde e trabalhadora do estado. Essa política de exclusão levou o Maranhão a ser o estado mais pobre do país.

Da mesma forma, todos os políticos que passaram pela prefeitura de Pio XII, sempre tiveram como preocupação praticar o nepotismo (distribuir emprego para os seus parentes), aumentar o próprio patrimônio e deixar a população pobre esquecida. Ainda hoje, não há no município nenhum programa municipal que garanta renda, emprego, cidadania ou qualquer perspectiva positiva para os moradores mais pobres. Não é à toa que, dos 5562 municípios brasileiros, Pio XII está entre os 150 mais pobres. E olha que daqui a dois anos, a cidade vai completar meio século de existência.

Assim, qualquer discussão séria sobre a questão da segurança pública em nossa cidade, passa necessariamente, por: a) compreender que a responsabilidade pelo problema não é exclusiva do governador, mas também do prefeito, vereadores, deputado Pedro Veloso, representante do município na Assembléia Legislativa, outros deputados, que para se elegerem contaram com o voto dos piodozenses, Ministério Público, Poder Judiciário e a sociedade civil como um todo; b) é preciso oferecer alternativas concretas para que os mais humildes se sintam verdadeiros cidadãos e possam melhorar sua qualidade de vida, evitando assim recorrer ao crime e/ou ações impensadas e desesperadas diante de problemas cotidianos; c) criar um conselho de segurança comunitário, constituído por representantes dos poderes públicos e entidades representativas (sindicatos, associações), mas também por todo e qualquer cidadão com disposição para contribuir efetivamente para a resolução do problema. Mas, nesse ponto, é preciso ser bem enfático: um conselho de segurança que não exista só no papel, como alguns dos conselhos atualmente existentes (FUNDEB, da Saúde, etc.), mas que tenha real poder de autonomia, organização e mobilização.

Acredito que, apresentada dessa forma, a questão ganha consistência e pode se transformar num compromisso real para a solução do problema da (in)segurança em nosso município.

Agência do Banco do Brasil em Pio XII é assaltada de novo

Ontem, 6, dez homens encapuzados assaltaram a agência do Banco do Brasil em Pio XII. Esse é o segundo assalto em menos de dois anos.

Na fuga, os assaltantes levaram como refém o funcionário do banco Marco Jorge Braga de Oliveira, solto pelos bandidos próximo à cidade de Satubinha.

A direção do banco ainda não informou o valor levado, mas estima-se em 350 mil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Fazem suas falcatruas, não são punidos e ainda riem da cara do povo

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo mostra que depois de ser absolvido, o senador Renan Calheiros foi comemorar a absolvição na casa do senador José Sarney. Transcrevo abaixo a matéria:


Na casa de Sarney, tropa de choque ri do ''''pobre relator''''

Renan comemora salvação do mandato ao lado do ex-presidente, um dos articuladores da estratégia

Eugênia Lopes e Rosa Costa, Brasília

Depois da absolvição, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi direto para a casa do senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) no Lago Sul - considerada o centro do poder do PMDB em Brasília. Ali, Renan foi recepcionado por meia dúzia de peemedebistas. Em setembro, quando foi absolvido no caso Mônica Veloso, a comemoração foi na casa da filha de Sarney, a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA).

Sonoras gargalhadas eram ouvidas do lado de fora da casa. Renan, segundo um dos comensais, mais de uma vez se referiu ao senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pediu sua cassação no Conselho de Ética, com a expressão "pobre relator". O senador alagoano passou boa parte da comemoração ao telefone, agradecendo os votos que garantiram sua salvação.

Experiente em processos e renúncias, o ex-presidente do Senado e hoje deputado Jáder Barbalho (PA) marcou presença na festa. Pouco depois, juntaram-se aos convivas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e Roseana.

Cotado para assumir a vaga de ministro de Minas e Energia na cota do PMDB, Edison Lobão (MA), bateu ponto na casa do padrinho Sarney e do aliado Renan. Integrante da cota do parlamentar alagoano na administração federal, o ex-senador Sérgio Machado (CE), hoje no comando da Transpetro, chegou por volta de 23 horas.

CARTA

Foi o trabalho de convencimento de Sarney que pesou para Renan optar pela renúncia. Ele ponderou para o alagoano que, se relutasse, poderia perder não apenas o comando da Casa, mas também o mandato. Segundo parlamentares, o próprio Sarney ajudou Renan a preparar a carta de despedida.
Um aliado do parlamentar alagoano conta que ele chegou à Casa com a carta pronta. A dúvida é se apresentaria no decorrer da sessão de ontem ou no fim da licença do cargo, no dia 29 de dezembro. A decisão teria sido tomada depois de convencido de que não poderia dar como certo votos da oposição e até do PT.

Sarney foi um dos poucos que se reuniram a sós com Renan. Depois dele, o ex-presidente foi visitado por Jucá e Valdir Raupp (PMDB-RO), além de Roseana.

Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071205/not_imp90724,0.php

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

II Mutirão da Cidadania

Sábado, 1º de dezembro, realizou-se em Pio XII o II Mutirão da Cidadania. O evento acontece desde o ano passado. Trata-se de uma iniciativa do Ministério Público Estadual e do promotor de Justiça de Pio XII, Moisés Caldeira Brant, em parceria com instituições públicas e a sociedade civil.

Este ano o Mutirão aconteceu no bairro Monteiro, levando à população diversos serviços, tais como: emissão de documentos, realização de exames, como hepatite e HIV, aplicação de flúor e identificação do tipo sangüíneo.

Alun@s dos colégios CEMA e Alcance visitaram várias residências, apresentando dicas úteis sobre economia de água e energia e cuidados com a saúde. Os alun@s do CEMA apresentaram também uma palestra sobre o meio ambiente.

Em outra palestra, um representante do Ministério Público destacou a importância de se conhecer o Estatuto do Idoso.

No final das atividades, os participantes do II Mutirão plantaram quatro pés de andiroba na praça central da cidade, gesto simbólico que lembra que, apesar de Pio XII ter sido inicialmente denominada "Andirobal dos Crentes", a maioria dos moradores não faz idéia de como seja uma andiroba.

Mais uma vez o II Mutirão mostrou que é possível unir a comunidade pidozense em prol dos mais humildes. Espera-se em 2008 um sucesso ainda maior.



Vereadores passam vergonha


Durante a abertura do II Mutirão da Cidadania, o Procurador Geral de Justiça, Francisco das Chagas Barros de Sousa, lembrou que na véspera de sua visita, Pio XII tivera a oportunidade de entrar para a história e dar um exemplo de respeito ao cidadão no combate à imoralidade administrativa, se tivesse aprovado o projeto que acabava com o nepotismo no município. Mas, ressaltou o procurador, por culpa dos vereadores Beneditinho e Roberto Carlos, Pio XII havia dado mais um passo para trás.

Ninguém saiu em socorro dos dois vereadores...

sábado, 1 de dezembro de 2007

Sem vergonha na cara: vereadores são contra projeto que acabava com o nepotismo em Pio XII

Em sessão realizada hoje, 30, a Câmara de Vereadores de Pio XII rejeitou o projeto de Lei nº 001/2007, que acabava com a prática de nepotismo na administração pública do município de Pio XII. O projeto, defendido pelo vereador Raimundo Nonato Jansen Veloso Filho (Velosinho), é fruto da iniciativa do promotor de justiça da comarca de Pio XII, Moisés Caldeira Brant.

A campanha desenvolvida pelo promotor teve início com uma ação civil pública contra o prefeito de Pio XII, Raimundo Rodrigues (Mundiquinho) Batalha, pedindo a exoneração de oito parentes do prefeito, contratados sem concurso. Porém, a liminar não foi concedida pelo então juiz da comarca de Pio XII, Marco André Tavares Teixeira.

Os esforços do promotor para a moralização da administração pública no município de Pio XII culminaram em uma palestra sobre o nepotismo na Câmara de Vereadores e a apresentação do projeto de lei, similar ao aprovado pelo governo da Bahia em junho passado.

A partir daí, o debate sobre a questão foi ampliado, envolvendo grande parte dos piodozenses, que passaram a torcer pelo fim dos privilégios concedidos aos parentes dos prefeitos e vereadores, enquanto a maioria da população de Pio XII convive com a exclusão social e com a falta de perspectivas.

Na sessão de hoje, o projeto foi encaminhado para a votação. Alegando a inconstitucionalidade do projeto, os vereadores Beneditinho, Roberto Carlos, Sepa, Daniel e Zé do Trator votaram contra o projeto. A favor do projeto, votaram: Davi, Georthon, Claudinho e Velosinho.

Os vereadores “esqueceram” que o que não é constitucional é prefeitos e vereadores empregarem seus parentes, contrariando o artigo 37 da Constituição, que define a moralidade administrativa, e o artigo 5º, que diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Se todos são iguais perante a lei, por que os familiares desses políticos devem ser favorecidos? Assim, enquanto a maioria continua levando a vida dura de cidadão honesto, muitos dos quais querem trabalhar, mas o emprego não aparece, uma “panelinha” - os parentes do político eleito – recebem “de bandeja” vários empregos na administração pública, geralmente acompanhados de altos salários e poucas horas de trabalho. Isso é legal, senhores vereadores?

O vereador Sepa anteriormente havia se manifestado a favor do projeto. O vereador Beneditinho também, inclusive diante de milhares de ouvintes da Rádio Babaçu FM. Porém, na sessão de ontem, “estranhamente” mudaram de opinião.

A população presente à Câmara expressou a sua revolta com o resultado, vaiando os vereadores que votaram contra o projeto. O vereador Roberto Carlos mais uma vez demonstrou sua arrogância e autoritarismo, chamando os professores presentes de “mal-educados”. Sempre que a população piodozense protesta contra a falta de ética dos políticos, o vereador Roberto Carlos tem uma crise de nervos. Por que será? Mas, pensando bem, ele está melhorando o seu vocabulário, pois no ano passado, os servidores municipais que protestavam diante da Câmara foram chamados por ele de “raparigas” e “baitolas”...

A derrota do projeto 001/2007 não significa o fim da luta contra o nepotismo. Pelo contrário; a atitude vergonhosa de alguns vereadores só mostra a necessidade de a população fiscalizar cada vez mais o poder e denunciar essa minoria que só pensa em manter os seus privilégios, enquanto a maior parte da população – formada por pessoas honestas e trabalhadoras – é tratada com desprezo. Não custa lembrar que no próximo ano vamos ter eleições para prefeito e vereador.


Nome aos bois

Veja quem são os vereadores que querem manter o nepotismo em Pio XII (lembre-se deles nas eleições do ano que vem):

Baneditinho

Daniel

Roberto Carlos

Sepa

Zé do Trator

Vereadores que votaram contra o nepotismo:

Claudinho

Davi

Georthon

Velosinho