segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Centro de Ensino Jansen Veloso realiza colação de grau dos alunos do Ensino Médio



Fotos: Vandeco




Na noite de sábado, 16, na igreja Assembléia de Deus, o Centro de Ensino Jansen Veloso (Cema) realizou a colação de grau dos alunos que concluíram o terceiro ano do ensino médio.
As três turmas de concluintes, o 3º A, 3º B e 3º C, tiveram como padrinhos, respectivamente, os professores Gilcênio Vieira, Valmilúcia da Silva e Maria Hilda. A paraninfa do curso foi a secretária de educação de Pio XII, Meirelene Froes.
O aluno Ronaldo Silva representou todos os concluintes como orador do curso, lembrando o compromisso ético dos discentes na construção de um mundo mais justo e solidário, pensamento enfatizado pela aluna Honora Pâmela, na oração que leu junto com todos os presentes, e no juramento dos concluintes, apresentado pelo aluno Francisco da Silveira.
O aluno Ronaldo Silva fez ainda uma homenagem pessoal ao colégio Cema, entregando à gestora da escola, Iara Cavalcante, um texto em que ressalta o papel desempenhado pelo Cema na educação em Pio XII. Acima podem ser vistas algumas fotos do evento.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pará e Maranhão concentram mais de 40% de empregadores da lista suja do trabalho escravo

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Das 164 pessoas físicas e jurídicas citadas na relação de empregadores que contratam trabalhadores em situação análoga à escravidão, a chamada lista suja, mais de 40% estão concentradas no Pará (46 casos) e no Maranhão (22). Os dois estados seguem na liderança do ranking, atualizado esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A lista também registra empregadores de Mato Grosso do Sul (18), Tocantins (16), Goiás (16), Mato Grosso (12), Bahia (11), Piauí (4), Paraná (3), Ceará (3), Santa Catarina (3), Minas Gerais (3), Rondônia (2) e Amazonas, Rio Grande do Norte, São Paulo e Espírito Santo, com um registro cada.

A atualização da lista suja incluiu 12 empregadores flagrados pela exploração ilegal de trabalhadores, entre eles a Cosan, uma das maiores empresas do setor sucroalcooleiro, dona da rede de postos de combustíveis Esso e fabricante do açúcar União. A fiscalização que rendeu à Cosan a entrada na lista suja libertou 42 trabalhadores em uma unidade da companhia no município de Igarapava, em São Paulo.

No total, de acordo com a lista, 314 trabalhadores foram libertados nas propriedades que passaram a integrar a nova versão do documento. Quem tem o nome incluído na lista suja fica impossibilitado de obter financiamento em instituições públicas ou privadas.

O cadastro é atualizado semestralmente e são incluídos na lista os nomes dos empregadores que não têm mais como recorrer na Justiça. São mantidos no cadastro aqueles que não quitam as multas de infração, casos de reincidência entre outros. Na relação, há propriedades incluídas desde 2004. Para que empregador tenha o seu nome excluído do cadastro, é necessário que por dois anos, contando a partir da inclusão, ele tenha corrigido irregularidades identificadas durante inspeção.

Agência Brasil

Disponível em: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/01/05/materia.2010-01-05.8851051838/view

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Veja a lista de aprovados na prova objetiva, para o município de Pio XII, no concurso para professor da rede pública do Estado do Maranhão:

Ao lado do nome, a pontuação e a classificação:

Cargo/Disciplina: 05 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - LÍNGUA PORTUGUESA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
DELMARCO DE CASTRO DOS SANTOS 57 55.72 1
CLODOALDO MATOS DA SILVA 50.76 2

Cargo/Disciplina: 06 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - INGLÊS
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
MARIA ROSIANE DA SILVA COSTA 51.73 1

Cargo/Disciplina: 07 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - ESPANHOL
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
CLEIDSON ALVES DE FREITAS 62.43 1

Cargo/Disciplina: 08 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - MATEMÁTICA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
JOSE HILTON NAIVA DE OLIVEIRA 66.29 1
IRACELIA NAIVA DE OLIVEIRA 62.07 2
JOAO BATISTA DE SOUZA BARROS 55.73 3
MARCOS DE SOUZA 53.62 4
MARLENE SALES FIGUEIREDO GONCALVES 53.62 4

Cargo/Disciplina: 10 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - QUÍMICA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
IVAN DE PAIVA DO VALE SEGUNDO 52.24 1

Cargo/Disciplina: 11 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - BIOLOGIA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
JOSANA MARTA ANDRADE DE ALMEIDA 63.08 1
FRANCISCO DA SILVA E SILVA 61.76 2
JOYCENILDO DA SILVA FRANCO 55.15 3
CARLOS ALBERTO DOS SANTOS SILVA 53.83 4
ANTONIA LETICIA MESQUITA SILVA 52.51 5

Cargo/Disciplina: 12 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - HISTÓRIA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
FRANCISCO DE FATIMA CARDOSO 56.11 1
GILSON ASSIS SILVA 55.08 2
TONI LUIZ SILVA BORGES 53.03 3
EDIVALDO RODRIGUES DOS SANTOS 50.98 4

Cargo/Disciplina: 13 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - GEOGRAFIA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
SAMUEL ARAUJO DOS SANTOS 63.32 1
JOSELIA DE LIMA DOS SANTOS 55.00 2
ANELICE CHAVES FERREIRA 53.96 3

Cargo/Disciplina: 14 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - SOCIOLOGIA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
VALMILUCIA DA SILVA NASCIMENTO 60.66 1
ANTONIA MELO LIMA 55.80 2
FABIANA CHAVES OLIVEIRA 52.15 3

Cargo/Disciplina: 15 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - FILOSOFIA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
DAMIAO DA SILVA VELOSO 69.86 1
ALEXANDRE BRITO ARAUJO 65.55 2
FRANCISCO VALE LIMA 64.48 3
ADAO PAULO MEDEIROS DE LIMA 63.40 4
FABIO SOARES DA SILVA 55.87 5
MATEUS SILVA CRUZ 55.87 5
ROBERTO CARLOS BRAGA DE OLIVEIRA 54.79 7
NUBIA SILVA DE ARAUJO 53.71 8
GILBERTO ARAUJO DOS SANTOS 50.48 9

Cargo/Disciplina: 16 - PROFESSOR - ENS. MÉD. REGULAR - EDUCAÇÃO FÍSICA
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
RARIELLE RODRIGUES LIMA 63.25 1

Cargo/Disciplina: 23 - PROFESSOR - ENS. FUNDAMENTAL - CIÊNCIAS
Município de Nomeação: O07 - PIO XII
EVALDO MOREIRA SILVA 56.42 1
FRANCISCA MARIA PASSOS PORTELA 56.42 1
GLAUBER CARVALHO TEIXEIRA 56.42 1
UBIRIAM MARTINS ALMEIDA 52.68 4

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Entidades solidarizam-se com professora e repudiam atitude de vereadores

As principais entidades educacionais e sindicais de Pio XII lançaram nota de solidariedade com a professora Annes Lima Silva Souza e em repúdio à atitude dos vereadores aliados do prefeito de Pio XII, Raimundo Rodrigues Batalha, que haviam publicado na internet, no blog do vereador Assis Filho, divulgado na rádio Babaçu e nas ruas da cidade, que a professora Annes havia jogado pedras em carros no dia da manifestação dos professores (16/12), em frente à Câmara de Vereadores de Pio XII.
Após a informação caluniosa, a professora Annes, que tem um longo trabalho de militância social na comunidade piodozense e é representante dos pais no Colegiado Escolar do Centro de Ensino Jansen Veloso (Cema) e representante dos professores no Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello, recebeu o apoio dos colegiados das duas maiores escolas da cidade e das principais entidades sindicais e populares do município. Abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE REPÚDIO
Durante esta semana, fomos surpreendidos com uma nota lançada pelos vereadores aliados do prefeito de Pio XII, Raimundo Rodrigues Batalha, em que afirmam que durante a sessão da Câmara da quarta-feira passada, 16, a professora Annes estaria jogando “pedras no carro particular” de pessoas que também assistiam à sessão. A afirmação caluniosa foi publicada no blog do vereador Assis Filho, distribuída à população e apresentada na Rádio Babaçu FM.
Durante o protesto contra os vereadores aliados do prefeito, os professores ali presentes atuaram com a revolta natural que as pessoas sentem diante das injustiças e, em vez de atirar pedras em carros, como afirmaram os vereadores mundiquinhistas, a professora Annes estava pedindo para as pessoas se acalmarem, para não cair em provocações e continuar agindo dentro da ética profissional e cidadã.
Toda a cidade de Pio XII é testemunha do grande valor moral da professora Annes e do seu compromisso com uma educação voltada para a cidadania e o desenvolvimento intelectual dos cidadãos.
Reconhecemos também o importante trabalho comunitário desenvolvido pela professora Annes e sua contribuição para a elevação sócio-comunitária da cidade de Pio XII.
Divulgar mentiras para tentar dominar melhor o povo é uma estratégia antiga dos demagogos e que deve ser combatida sem medo. Assim, repudiamos a mentira divulgada pelos vereadores mundiquinhistas e ressaltamos a nossa solidariedade com a professora Annes, trabalhadora, educadora e cidadã cuja atuação pública só tem ajudado a cidade de Pio XII a se libertar das correntes que a asfixiam.

Pio XII, Maranhão, 24 de dezembro de 2009.

Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello
Colegiado Escolar do Centro de Ensino Newton Bello
Colegiado Escolar do Centro de Ensino Jansen Veloso
Cooperativa dos Produtores Rurais de Pio XII
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pio XII
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pio XII

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz natal

O Notícias de Pio XII agradece o carinho e a solidariedade dos internautas, conquistados ao longo desses dois anos e meio em que o blog está no ar. Desejamos um feliz natal a todos e relembramos o nosso compromisso de um jornalismo cidadão, que fiscalize o poder e denuncie suas armações, revelando alguns dos artifícios políticos e ideológicos usados para tentar nos manter acorrentados à alienação.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Secretária e vereadores vão à rádio... E a emenda sai pior que o soneto.

Agora, além de mal educados e sem caráter, os professores são também “baderneiros”.

No final da manhã de ontem, 18, a secretária de educação do município de Pio XII, Meirelene Froes, e os vereadores Assis Filho, Claudinho, Josué Lima, Júnior Bomba e Sepa foram à rádio Babaçu FM dar explicações sobre o Plano de Cargos e Remuneração do Magistério Público Municipal de Pio XII, aprovado pela Câmara de Vereadores na noite da última quarta, 16.
As explicações, no entanto, só confirmaram a visão negativa que o grupo do prefeito Mundiquinho tem acerca da luta dos trabalhadores. A secretária e os vereadores repetiram o velho discurso dos políticos conservadores de que manifestação é sinônimo de “baderna”: “baderneiros”, foi o termo usado por Meirelene Froes para descrever os professores que reivindicavam um piso salarial mais elevado. “Diversos baderneiros”, enfatizou o vereador Sepa. “Baderna e algazarra”, que, segundo o vereador Júnior Bomba, tinham a intenção de degrinir os vereadores, o que o fez ir à rádia (sim, leitores, o público da Babaçu teve que ouvir o vereador Júnior Bomba falar essas palavras: degrinir e rádia). E ainda teve a cara-de-pau de afirmar que não havia chamado os professores de “sem-caráter”, cinismo desnecessário, pois havia dezenas de pessoas testemunhando a grosseria. O vereador Assis disse que os manifestantes chegaram até a pensar em levar panelas (?), tudo “para fazer baderna”.
Essa visão de que protestar é fazer baderna não é nova. Quando dirigia greves, o hoje presidente Lula também foi chamado de "baderneiro" pela ditadura militar. Aliás não é coincidência que o partido da ditadura, o famigerado ARENA (Aliança Renovadora Nacional) esteja hoje travestido na sigla PP (Partido Progressista), partido pelo qual se elegeram o prefeito Mundiquinho e os vereadores Assis Filho, Júnior Bomba e Oscar. Quem é o maior representante do PP? O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, um dos símbolos do governo militar, que, enquanto acusava estudantes e trabalhadores de “fazer baderna”, ocultava em cemitérios clandestinos as vítimas da ditadura (razão pela qual está sendo processado pelo Ministério Público Federal).
Portanto, para o grupo do prefeito Mundiquinho, a luta direta dos trabalhadores é vista como caso de polícia e não como expressão democrática da liberdade de pensamento e ação.
Como disse Frei Beto: “ricos, quando fazem pressão, estendem a mão ao telefone e são ouvidos pelas autoridades e pela mídia. Alguns até assinam cheques… Já os pobres não têm alternativa senão a manifestação pública, que deveria ser por todos reconhecida como direito intrínseco ao grande sonho brasileiro: a democracia participativa”. E foi o que fizeram os professores... Quantos? “pequena maioria que não passa de cem”?; 506? Todos os professores do município participaram do protesto? Evidentemente que não. Não esqueçamos que grande parte mora na zona rural. Imagine essa situação irreal: 25000 professores da rede pública estadual do Maranhão protestando na sede da Assembléia Legislativa... Claro que isso não acontece, nem em Pio XII nem em lugar nenhum. Manifestações e protestos reúnem as pessoas mais destacadas da categoria, os mais conscientes, os que não se amedrontam diante do poder... Esse era o perfil dos cerca de 100 manifestantes que participaram da sessão da última quarta, a grande maioria dos quais professores e professoras da rede municipal de Pio XII.
Plano feito “com cautela” e “com o coração”.
Diferentemente do que foi afirmado na rádio, o plano nem foi feito com cautela nem com o coração, nem é fruto de um “governo que tem compromisso com a educação”. Durante o mandato anterior de Mundiquinho, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pio XII (SINSPPI) teve que lutar muito para que os servidores obtivessem algumas das conquistas que hoje desfrutam. Não custa lembrar: em janeiro de 2005, 27 servidores da saúde foram sumariamente expulsos dos seus empregos pelo prefeito Mundiquinho. Graças a uma ação do sindicato, esses trabalhadores reconquistaram seus empregos. Em janeiro e fevereiro daquele ano, cerca de 300 servidores ficaram sem receber salários. Até que o sindicato entrou em ação e conseguiu na justiça, pela primeira vez na história de Pio XII (guardem essa data: 10 de março de 2005), o bloqueio das contas do município para pagamento de salários.
Enfrentou-se muita perseguição: servidores remanejados dos seus locais de trabalho para locais mais distantes, salários não pagos, “processos administrativos” de cartas marcadas; nem contracheques para os servidores a administração Mundiquinho disponibilizava – e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pio XII sempre lutando para "moralizar a administração pública" e "combater o coronelismo" em Pio XII, como bem lembrou o vereador Assis na sessão da Câmara de Vereadores de Pio XII do dia 29 de maio de 2009.
Para que os trabalhadores da educação passassem a adquirir mais respeito foram feitas duas greves durante a administração Mundiquinho. A primeira foi nos dias 20 e 21 de junho de 2005; a segunda, em 15 de maio de 2007, uniu o SINSPPI e o Sinproesemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão). Com a segunda paralisação, os professores conseguiram como piso os mesmos 660 reais que hoje a lei estabelece.
Durante os quatro anos do mandato anterior, não houve nenhum interesse por parte de Mundiquinho e Meire Froes no sentido de criar um Plano de Cargos para o magistério municipal. E agora só o fizeram pelo fato de que o governo Lula está obrigando os municípios a criarem o plano até 31/12/09, sob a ameaça de sofrerem as penalidades impostas pela Lei, nos termos do que dispõe a Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).
Durante o ano de 2009, como lembrou Assis Filho, as discussões para a elaboração do plano começaram em fevereiro. Em 06 de abril houve a 1ª reunião conjunta com a secretaria de educação, sendo, nesta oportunidade, criada uma comissão para fazer em 45 dias um estudo preparatório sobre o plano. Na sessão da Câmara de Vereadores do dia 29 de maio de 2006, o vereador Assis Filho lembrou o fim do prazo de 45 dias para a realização do estudo sobre o plano e pediu para ser registrada em ata a convocatória da secretária de educação, para que explicasse na Câmara o não cumprimento do acordo acertado na reunião de abril. Na sessão seguinte, Assis Filho criticou o vereador Claudinho, presidente da Câmara, por não ter convocado a secretária de educação. Durante sua fala na rádio Babaçu, Assis Filho "esqueceu" as críticas que fizera à omissão de Meirelene Froes, que, diga-se de passagem, não compareceu à Câmara, mas enviou um documento, no dia 19 de junho, prometendo concluir o plano em outubro (o Notícias dispõe de cópia desse documento). Passou outubro e mais uma vez Meirelene Froes não cumpriu com sua palavra...
Assim, Mundiquinho e Meire Froes deixaram para a última hora a apresentação do plano, inclusive depois de a Câmara já ter votado a Lei Orçamentária Anual, para que não houvesse tempo de se discutir pormenorizadamente o projeto e se fazer as mudanças solicitadas pela categoria. É pura demagogia dizer que um projeto apresentado no início de dezembro para ser votado em no máximo duas semanas tenha sido feito com cautela e com o coração. Nem cautela, nem coração: a intenção realmente era que a categoria não dispusesse do tempo necessário para fazer uma discussão profunda e democrática, procedimentos com os quais a administração Mundiquinho não está habituada.
O plano apresentado pela prefeitura de Pio XII é uma cópia do plano elaborado pela prefeitura de Macuco, cidade de apenas 6 mil habitantes, no estado do Rio de Janeiro. Com uma diferença: pontos positivos “desapareceram” do plano de cargos de Pio XII, como, por exemplo, gratificação de 30% pelo exercício em escola de difícil acesso. O pouco tempo para a discussão e a inexperiência fizeram com que os docentes de Pio XII deixassem de incluir no plano estes e outros aspectos relevantes para a valorização profissional.
Por último, é bom lembrar que os professores que participaram da manifestação na Câmara se comportaram de maneira pacífica e a prova é que nada foi depredado nem a polícia precisou intervir. E o mais importante: os manifestantes não precisaram “descer o nível”, como fizeram recentemente alguns dos vereadores aliados do prefeito de Pio XII, dentro do próprio recinto da Câmara.

P. S.: o editor deste blog sabe que o piso aprovado é de R$ 661,20. Mas, em postagem anterior, arredondou o valor para 660 reais, procedimento comum a quem lida com a linguagem jornalística. Por exemplo: em vez de anunciar que a sena está dando um prêmio de 10 milhões, 375 mil, 46 reais e 20 centavos, um jornal pode simplesmente anunciar que a sena está dando um prêmio de 10 milhões. Logo, “não se tirou” 1 real do salário do professor, apenas procurou-se tornar mais fluente a redação e a leitura.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vereadores aprovam piso do “prefeito” e são vaiados pelos professores








Em sessão extraordinária realizada na noite de ontem, 16, a Câmara de Vereadores de Pio XII aprovou o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração do Magistério Público Municipal de Pio XII.
O projeto estabelece o valor de 660 reais como piso dos profissionais do magistério de Pio XII, o que deixou a categoria muito descontente.
Os profissionais da educação lotaram as dependências da Câmara para acompanhar os debates e a votação do projeto. Durante o debate do projeto, os professores perceberam que era pura falácia o compromisso assumido antes por alguns vereadores, que prometiam alterar pontos do projeto em prol da valorização dos docentes.
O líder do governo na Câmara, vereador Júnior Bomba, chegou a chamar os professores de “mal-educados” e “sem caráter” (detalhe: o vereador é ele próprio um professor, embora não exerça a profissão). Os docentes compararam Jr. Bomba ao ex-vereador Roberto Carlos, que na legislatura passada dirigira ofensas parecidas aos professores. Pressentiu-se cheiro de pizza no ar, o que levou os docentes a vaiar os vereadores que se mostraram insensíveis aos apelos da categoria.
Atendendo reivindicação dos professores, o vereador Davi e a vereadora Duduca propuseram um acréscimo de 180 reais ao piso “do prefeito” e “da secretária”, o que elevaria o salário dos docentes para 840 reais.
A questão foi encaminhada à votação pelo presidente da Câmara, vereador Claudinho, de maneira confusa e pouco democrática, resultando na aprovação do projeto do prefeito Mundiquinho, que contou com os votos dos vereadores Assis Filho, Claudinho, Edmundo Pescador, Júnior Bomba, Josué, Oscar e Sepa. Contra o piso do prefeito e ao lado dos professores votaram o vereador Davi e a vereadora Duduca (ver fotos acima).
Os vereadores aliados de Mundiquinho, que se recusaram a aprovar o piso salarial de 840 reais, usaram o velho argumento do impacto que o aumento traria para as finanças municipais. Mas nenhum deles se propôs a abrir a caixa preta do dinheiro do município de Pio XII, dinheiro público, diga-se de passagem, mas administrado como se fosse propriedade privada da família Batalha e seus aliados. Por que os vereadores não explicam à população qual a razão de o Tribunal de Contas do Maranhão ter recusado a prestação de contas de Mundiquinho referente ao ano de 2007? Ou por que mais uma vez o orçamento do município é aprovado pela Câmara sem a participação popular, contrariando a lei? Ou ainda: por que não existe em Pio XII conselho do Fundeb para gerir e fiscalizar os recursos da educação, inclusive o dinheiro que é para pagar o salário dos profissionais da educação?
Depois da pizza, os professores realizaram protesto diante da Câmara, vaiando os vereadores aliados do prefeito. Alguns dos vereadores “esconderam-se” no interior da Câmara esperando os manifestantes irem embora. Como os manifestantes estavam determinados a madrugar na frente da Câmara, os vereadores foram aos poucos saindo da toca aos gritos de “vergonha”, “vendido”, “traidor”. Os últimos a sair e a receber as vaias dos professores foram o vereador Assis Filho e o vereador Josué. Muitos dos manifestantes declaravam-se arrependidos por terem votado em alguns desses vereadores.