quarta-feira, 2 de julho de 2008

EM DEFESA DA ÉTICA NO MOVIMENTO ESTUDANTIL

O documento ao lado é a declaração verdadeira, emitida pelo diretor e proprietário do curso de magistério onde Dário estuda.


Desde a semana passada, o movimento estudantil em Pio XII tem assistido a uma série de ataques ao presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de Pio XII, Dário Silva. Os ataques têm sido planejados por Assis Filho, ex-presidente da UMES, e Francisco Silveira, Antonio Nilson Braga e Denildo Vale, integrantes da entidade que estão sob a recomendação de expulsão, por tentarem “vender” a UMES ao grupo do prefeito de Pio XII, Mundiquinho Batalha. Além disso, Assis Filho, Francisco Silveira, Antonio Nilson Braga e Denildo Vale têm feito várias manobras com o objetivo de tirar Dário Silva da presidência da UMES. A cidade de Pio XII tem se sentido enojada com os atos de baixaria e violência, manipulação de crianças para “dar número” em “assembléia”, falsificações, divulgação de mentiras e outros atos covardes realizados por Assis Filho, Francisco Silveira, Antonio Nilson Braga e Denildo Vale, que têm agido como uma gangue, procurando impor o medo e proibir a liberdade de expresão dos estudantes. Além disso, segundo alguns estudantes que nos procuraram, Francisco Silveira, Antonio Nilson Braga e Denildo Vale estão colhendo assinaturas dos estudantes com a promessa de que estes receberão gratuitamente a carteira estudantil. Trata-se de um golpe; atenção, estudantes: não assinem qualquer papel que venha das mãos dos representantes dessa gangue, pois como eles não podem falar em nome da UMES, provavelmente pretendem usar as assinaturas dos estudantes para forjar situações irreais.

A primeira ação dessa gangue foi lançar um jornal apócrifo, em nome da UMES, divulgando várias mentiras sobre Dário Silva, entre as quais a de que Dário não seria mais estudante. Para enganar as pessoas, mostraram uma suposta declaração do curso de magistério, em que constava que Dário seria “evadido”. Quando Dário apresentou tal “documento” ao diretor e proprietário do curso, o sr. Pedro Alves de Pinho, este disse que a tal declaração seria falsa, prontificando-se a colaborar com a justiça para desmascarar a farsa e emitindo uma declaração autêntica, datada do dia 30 de junho último, na qual fica provado que Dário está regularmente matriculado e cursando o magistério.

Dário também é acusado de “acarear” ilegalmente recursos, acusação sem fundamento e que é desmentida pelo fato de que os 1000 reais de que fala o “jornal” não foram recebidos por Dário Silva, mas por Antonio Nilson Braga, exatamente um dos principais interessados em tirar Dário da presidência da UMES.

Dário também é acusado de ter se matriculado no magistério depois de concluído o ensino médio, no início de 2008. Outra mentira. Dário começou o magistério em março de 2007, quando iniciava o 3º ano do ensino médio e não tinha nenhuma pretensão de se tornar presidente da UMES.

Uma das manobras da gangue foi convocar uma “assembléia” para tentar amedontrar os estudantes e armar um teatro em que Dário não teria o direito de defesa. A “assembléia” foi marcada para sexta-feira passada. Porém, o que a cidade de Pio XII testemunhou não foi uma assembléia, mas uma demonstração de manipulação e violência, que tinha como único objetivo proibir a Dário o direito de resposta e de expressão do pensamento, previstos no artigo 5º, incisos IV e V da Constituição Federal.

Na assembléia de araque, um grupo de elementos não-secundaristas e uma grande batucada intimidava as pessoas honestas e as impedia de se expressarem, garantindo que somente a panelhinha formada por Assis Filho, Denildo do Vale, Antonio Nilson Braga e Francisco Silveira pudesse fazer uso da palavra. O público da “assembléia” era composto em sua maioria por crianças que sequer sabiam o que estava acontecendo, levadas à reunião com a promessa de que receberiam um lanche. Uma das crianças declarou que não tinha “nada contra Dário” e que tinha ido à reunião porque tinham prometido “geladim e merenda pra gente”. De fato, um dos integrantes da trama, Denildo do Vale, foi ao colégio Cema, prometendo que se os alunos fossem para a “assembléia” iam ganhar merenda. As pobres crianças fora usadas para carregar frases dizendo “Xô Dário”e na reunião eram incentivadas a vaiar o presidente da UMES.

Mesmo estando evidente a armação, Dário Silva compareceu ao teatro de horrores e procurou se defender, mas foi continuamente impedido. E, quando Dário tentou reproduzir uma gravação em que ficava evidente uma negociação financeira entre Antonio Nilson e a administração Mundiquinho, o microfone foi desligado, cadeiras foram derrubadas e os organizadores da “assembléia” saíram pela tangente, numa demonstração de covardia e cinismo.

O ódio contra Dário Silva e as mentiras divulgadas fazem parte de uma campanha que tenta tirar o presidente da UMES do caminho dos que querem uma entidade submissa ao poder. Tudo começou quando a administração Mundiquinho concluiu que a atual diretoria da UMES estava muito independente e não obedeceria às ordens do grupo do prefeito. Assim, o grupo de Mundiquinho cortou a verba que era encaminhada mensalmente a UMES e escolheu Laestro Pereira, do núcleo do Sinproesemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão) como pessoa de confiança do prefeito na tarefa de convencer a UMES a seguir as determinações de Mundiquinho. Para isso, Antonio Nilson Braga, diretor da UMES, prontificou-se a conversar com Mundiquinho e foram acertados “pagamentos” aos membros da UMES que concordassem em participar de reuniões da entidade, sem a presença de Dário, pois, na avaliação do grupo Mundiquinho, o presidente da UMES representava um obstáculo para a “compra” da entidade. Logo, alguns diretores da UMES começaram a receber dinheiro por cada reunião que participavam, enquanto Antonio Nilson garantia que Mundiquinho conversaria pessoalmente com eles, numa “reunião de portas fechadas” em que o prefeito passaria “de carro, entrou aqui dentro e tchau”, como prova gravação realizada por Andréia Cunha Araújo, Diretora de Defesa Estudantil da UMES, que também se prontificou a esclarecer os fatos perante a justiça.

As gestões anteriores da UMES foram marcadas por várias irregularidades. O ex-presidente da entidade, Pedro Lopes, por exemplo, exercia o cargo sem ser secundarista e sem ter sido eleito pelos estudantes. Mesmo assim, a administração Mundiquinho apoiava-o e pagava o aluguel da sede da UMES, que vergonhosamente funcionava em prédio anexo à casa do prefeito. Da mesma forma, a administração Mundiquinho presta apoio a Assis Filho, escolhido conselheiro da juventude representando a UMES de Pio XII, quando, além de não ser mais da UMES, nem mesmo era secundarista – era universitário – como prova denúncia divulgada pela imprensa estadual (Jornal Pequeno, 9/9/2007).

A farsa montada contra Dário tem a intenção de acabar com a independência estudantil. Acham eles que com a saída de Dário é possível colocar em prática negociatas financeiras e políticas, transformando a UMES em um mero curral eleitoral, sem independência política e sem ética, traindo assim os ideais dos estudantes, que ao votar em Dário e seus companheiros para a direção da UMES, sonhavam com uma entidade nova, séria, autônoma e comprometida com melhores dias para a juventude piodozense.

Diante desse mar de calúnias e violência, nos achamos no dever moral de esclarecer os fatos aos estudantes e à população de Pio XII, mostrando a verdade por trás dessa campanha de perseguição e com a firme convicção de que mentira tem pernas curtas e a verdade prevalecerá.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mar de lama: um golpe contra a ética estudantil

Em sua edição do dia 06/06, o Notícias de Pio XII revelou o golpe que a administração do prefeito Mundiquinho Batalha estava tramando contra a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de Pio XII. Nos últimos dias, o que já havíamos anunciado aconteceu a olhos vistos, numa vergonhosa rede de mentira, manipulação e cinismo, acobertada pelo prefeito Mundiquinho e que contou com a participação do ex-presidente da UMES, Assis Filho, Laestro Pereira, do núcleo do Sinproesemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão) e Antonio Nilson Braga, Denildo do Vale e Francisco Silveira, integrantes da UMES que, pela postura de tentar “vender” a entidade para o prefeito, receberam da diretoria da UMES, no início do mês de junho, a recomendação de que deveriam ser expulsos da entidade.

Há uma semana, Antonio Nilson Braga, Denildo do Vale e Francisco Silveira colocaram um “jornal” e um carro de som nas ruas convocando uma “assembléia” e divulgando que o presidente da UMES, Dário Silva, não poderia mais fazer parte da entidade, pois não freqüentaria mais o curso do magistério em que estava matriculado, sendo acusado também de “acarear” (está escrito dessa forma, com esse grosseiro erro de português) ilegalmente recursos. Disseram também que Dário teria se matriculado no magistério depois de concluído o ensino médio, no início de 2008.

Vários diretores da UMES procuraram o Notícias de Pio XII para dizer que 1000 reais, que segundo o “jornal” teriam sido recebidos por Dário, ficaram, na verdade, nas mãos de Antonio Nilson Braga, um dos que pretende lucrar com a saída de Dário da diretoria da UMES. Quanto a ter se matriculado no magistério depois de concluído o ensino médio, embora isso não seja proibido, o próprio Dário apresentou-nos documentos que revelam que ele iniciou o curso de magistério em março de 2007, portanto, quando ainda iniciava o 3º ano do ensino médio e não tinha nenhuma pretensão de se tornar presidente da UMES. Os documentos provam também que Dário não é “evadido” do curso de magistério, já tendo quitado 10 mensalidades do curso e uma parcela do diploma, faltando apenas 3 mensalidades e a última parcela do diploma (o último pagamento foi realizado há apenas uma semana).

A “assembléia” convocada por Antonio Nilson Braga, Denildo do Vale e Francisco Silveira aconteceria na sexta-feira, 27/06, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Aconteceria; pois, na verdade, o que aconteceu não foi uma assembléia, mas uma armação patética e violenta, encenada com a intenção de impedir o direito de expressão de Dário Silva e dos demais diretores da UMES que agem com ética e responsabilidade.

O público da “assembléia” era composto em sua maioria por crianças que sequer sabiam o que estava acontecendo, levadas à reunião com a promessa de que receberiam um lanche. Uma das crianças declarou que não tinha “nada contra Dário” e que tinha ido à reunião porque Francisco Silveira havia prometido “geladim e merenda pra gente”. De fato, um dos integrantes da trama, Denildo do Vale, foi ao colégio Cema, prometendo que se os alunos fossem para a “assembléia” iam ganhar merenda. As pobres crianças fora usadas para carregar frases dizendo “Fora Dário”e na reunião eram incentivadas a vaiar o presidente da UMES.

Mesmo estando evidente a armação, Dário Silva compareceu ao teatro de horrores e procurou se defender, mas foi continuamente impedido. E, quando Dário tentou reproduzir uma gravação em que ficava evidente a negociação financeira entre Antonio Nilson e a administração Mundiquinho, o microfone foi desligado, cadeiras foram derrubadas e os organizadores da “assembléia” saíram pela tangente, numa demonstração de covardia e cinismo.

A perseguição continua

Além de patrocinar essa gangue que age no movimento estudantil, chantageando, subornando e perseguindo, Mundiquinho Batalha também persegue Dário Silva em seu local de trabalho. Há meses, Dário, que é funcionário público municipal desde 2006, vai diariamente ao local em que está lotado, a biblioteca pública, mas é impedido de assinar o ponto. Há algumas semanas, a prefeitura abriu contra ele um “processo administrativo”. Ao procurar saber da presidente da comissão processante, Núbia Silva, o que deveria fazer para que o “processo” acabasse, Dário ouviu Núbia dizer que bastava ele comparecer à convenção partidária do prefeito (realizada no último domingo) e manifestar apoio a Mundiquinho, que o “processo” findaria. Está tudo explicado...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

TCU julga irregulares as contas de 210 gestores maranhenses; ex-prefeitos de Pio XII estão entre eles.


O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas da administração pública de 3,1 mil gestores. Desse total, cerca de 210 são gestores de prefeituras, secretarias ou órgão maranhenses. A lista, com 339 páginas, foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo tribunal. Inclui várias instituições públicas, como bancos, empresas estatais e outras.

Agora, a lista segue para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem declarar inelegíveis os gestores citados pelo TCU. Com isso, eles poderão ficar fora das eleições municipais de outubro. Entre os maranhenses, apareceram com as contas reprovadas, por exemplo, os ex-prefeitos de Codó, Ricardo Acher, e Igarapé do Meio, Ubiratan Amorim Pereira.

De acordo com o TCU, a relação será atualizada até 31 de dezembro de 2008, “levando em conta recursos cabíveis, interpostos em tempo hábil, com efeito suspensivo, e inclusões de novos nomes, em razão de condenações após a remessa da primeira relação”, diz o tribunal em nota.

Entre os 210 maranhenses estão os ex-prefeitos de Pio XII, Jonatas Jeová da Silva Filho e Raimundo Nonato Jansen Veloso.

Com informações de O Imparcial Online.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Novos convênios são liberados para Pio XII

Recebi email da Controladoria Geral da União informando que há uma semana a prefeitura de Pio XII recebeu 45.513,00 reais para melhoria da rua Bom Jesus e no dia 19/06 foi liberada parcela no valor de 287.234,38 reais para a construção de 03 pontes de madeira de lei e 25 bueiros, nas áreas Sagrado Coração de Jesus, Lago da Carnaúba e São José da Mata.

Cabe à população vigiar se os recursos serão corretamente empregados e se as obras serão corretamente realizadas, uma vez que a administração Mundiquinho Batalha age com autoritarismo e arrogância quando se trata de prestar contas dos seus atos.

Confira abaixo as informações completas:


Número Convênio: 601797 
Objeto: Implantação de 50,50 km de estradas vicinais, e construção de 03 pontes de madeira de lei, com extensão de 24m, e construção de 25 bueiros totalizando 150 mts, nas áreas Sagrado Coração de Jesus, Lago da Carnaúba e São José da Mata, todos localizados no município de Pio XII-MA.
Órgão Superior: MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
Convenente: PREFEITURA MUNICIPAL DE PIO XII
Valor Total: R$861.703,14
Data da Última Liberação: 19/06/2008
Valor da Última Liberação: R$287.234,38
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Número Convênio: 570694
Objeto: MELHORIA DAS CONDIÇÕES VIÁRIAS DA RUA BOM JESUS NO BAIRRO SAO RAIMUNDO PIO XII
Órgão Superior: MINISTÉRIO DAS CIDADES
Convenente: PREFEITURA MUNICIPAL DE PIO XII
Valor Total: R$146.250,00
Data da Última Liberação: 17/06/2008
Valor da Última Liberação: R$45.513,00

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Deu na imprensa: "Operação 'BR em alerta' é realizada em Santa Inês

Coibir o trabalho escravo, a exploração sexual de crianças e adolescentes, a presença de animais nas rodovias e a imprudência no trânsito são objetivos da operação “BR em Alerta”, iniciada na madrugada de ontem, 19, no município de Santa Inês. A operação foi promovida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com o Ministério Público.

Uma equipe formada por policiais rodoviários, conselheiros tutelares e assistentes sociais do MPMA participaram da operação. O alvo foram os caminhoneiros no Posto Magnólia 7, ponto de intenso tráfego de veículos na região. Os policiais fizeram revistas e pediram identificação de motoristas e acompanhantes.

A promotora de Justiça Núbia Zeile Pinheiro Gomes acompanhou todas as ações e fez um balanço positivo da parceria entre o MPMA e a PRF no município. “É a terceira vez que fazemos uma operação conjunta em Santa Inês”, explica. Ela destacou que a Promotoria de Justiça desenvolve constantemente a campanha “Não dê carona à prostituição infantil”, para combater a exploração sexual do público infanto-juvenil.

Disponível no Jornal Pequeno on-line: http://www.jornalpequeno.com.br/2008/6/20/Pagina81011.htm

segunda-feira, 9 de junho de 2008

9 de junho de 1910: há 98 anos nascia Pagu


Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), conhecida como Pagu, foi jornalista, escritora e ativista política.
Aos 15 anos, era colaboradora de um jornal de bairro em São Paulo. Aos 18, aderiu ao movimento modernista; e aos 19, ao movimento antropofágico.
Em 1931 lançou, juntamente com o escritor Oswald de Andrade, um tablóide político no qual assinava a coluna feminista "A Mulher do Povo". No mesmo ano, Patrícia Galvão foi presa por participar de uma manifestação, tornando-se uma das primeiras brasileiras a serem presas por motivo político no século 20.
Teve dois filhos. Publicou poemas, desenhos e romances: Parque Industrial (edição da autora, 1933), sob o pseudônimo Mara Lobo, considerado o primeiro romance proletário brasileiro, e A Famosa Revista (Americ-Edit, 1945), em colaboração com Geraldo Ferraz. Parque Industrial foi publicado nos Estados Unidos em tradução de Kenneth David Jackson em 1994 pela Editora da University of Nebraska Press.
Escreveu também contos policiais, sob o pseudônimo King Shelter, publicados originalmente na revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, e depois reunidos em Safra Macabra (Livraria José Olympio Editora, 1998).
Foi diretora teatral e incentivadora de grupos de teatro amador. Nas colunas literárias que assinou, sempre apoiava artistas de vanguarda.
Estudou na França (Sorbonne), onde foi presa por suas atividades políticas. Repatriada, é presa novamente. Sofre torturas e fica detida até 1940. Em 1950 concorre a deputada estadual em São Paulo pelo Partido Socialista Brasileiro, mas não é eleita.
Patrícia Galvão sempre acreditou que as mulheres deveriam lutar contra a desigualdade de que são vítimas, mas também contra a exploração capitalista em geral. Foi um exemplo de artista, intelectual e militante política que ousou enfrentar a dupla repressão burguesa: a ideologia machista e a repressão do Estado burguês. 

Curiosidades


Em viagem à China, Pagu obteve as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.
Em 2004, a memória de Pagu foi salva pela catadora de rua Selma Morgana Sarti, em Santos. A catadora encontrou jogados no lixo fotos e documentos originais da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Entre os achados, estava uma foto de Pagu, com dedicatória para Geraldo.
Com informações do Instituto Patrícia Galvão (http://www.patriciagalvao.org.br/) e da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrícia_Rehder_Galvão).

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Grupo do prefeito Mundiquinho tenta dar golpe na UMES e calar a voz dos estudantes

Dário Silva, com o microfone; ao seu lado, Gilvânio Coelho, Telso Cruz e Paula Celina: o grupo Mundiquinho tenta "dar as cartas" na UMES. 
Dário, com o microfone; sob pressão, Zé Mário, Sec. de Administração, dá explicações aos manifestantes.   

Estudantes em passeata pela meia-passagem.

Sexta-feira passada, 30/05, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de Pio XII conseguiu a aprovação na Câmara de Vereadores do projeto de lei que concede meia passagem aos estudantes no serviço de mototáxi.
À tarde do mesmo dia, a UMES realizou o que deveria ter sido o seu 6º congresso.

A mobilização pela meia-passagem
Na manhã da sexta, a entidade mobilizou os estudantes e foi à Câmara pressionar para a aprovação do projeto da meia-passagem. Os estudantes ocuparam as dependências do legislativo municipal enquanto o presidente da UMES, Dário Silva, utilizava a tribuna da Câmara para explicar a importância da lei. O projeto foi aprovado por unanimidade. 
Depois, a direção da UMES e os estudantes dirigiram-se à prefeitura de Pio XII para solicitar o compromisso do prefeito com a sanção da lei. Em frente à prefeitura, os estudantes pediram a presença do prefeito Mundiquinho para confirmar que a lei seria sancionada, mas Mundiquinho não apareceu. Diante dos protestos dos secundaristas, o secretário de Administração, José Mário Rios de Sousa Sobrinho, desceu para conversar com os estudantes, afirmando que o prefeito receberia a lei e provavelmente a sancionaria.

Deveria ter sido um congresso, mas...   
À tarde, os estudantes se encontraram no clube Drink Som para participar do 6º Congresso da UMES. Porém, o que deveria ter sido um congresso, terminou sendo um ato para a divulgação da nova carteira estudantil.
Entre os cerca de cento e cinqüenta estudantes presentes, poucos eram os de nível médio.
Não foi realizada nenhuma discussão sobre os problemas educacionais do município. Dessa forma, os estudantes perderam uma excelente oportunidade para apresentar propostas que busquem o funcionamento de um transporte escolar digno e de qualidade, a democratização da gestão escolar, com eleição direta para diretores das escolas municipais e estaduais, um conselho do FUNDEB transparente e aberto ao diálogo com os estudantes e a sociedade – já que o atual conselho é controlado pela prefeitura, não se reúne nem presta contas com a comunidade – implantação de grêmios estudantis democráticos e combativos, entre outras propostas.
O que predominou no pseudocongresso foi a propaganda em prol da administração Mundiquinho. E, de fato, na mesa que compunha o congresso, três secretários municipais estavam representando o prefeito: Gilvânio Coelho (Infra-estrutura), Paulo Celina (Saúde) e Telso Cruz (Cultura), além de Assis Filho, presidente da Central da Juventude (Cejuv), que também fez propaganda do prefeito de Pio XII.
À noite, os estudantes voltaram a se encontrar no clube Drink para comemorar a conquista da meia-passagem.

Um golpe para calar a voz dos estudantes
A prefeitura de Pio XII havia se comprometido a patrocinar a comemoração dos estudantes à noite no clube Drink. Assim, o presidente da UMES, Dário Silva, procurou o secretário de Infra-estrutura, Gilvânio Coelho, para a concretização do patrocínio. Mas, de última hora, inexplicavelmente, a prefeitura de Pio XII decidiu suspender a ajuda à festa dos estudantes.
A razão de a prefeitura ter retirado o seu apoio à festa da UMES foi devido à mobilização realizada pela manhã. A filha do prefeito, e secretária de Saúde, Paula Celina, irritou-se com a manifestação dos estudantes em frente à prefeitura e culpou o presidente da UMES, Dário Silva, por não ter evitado a expressão livre e democrática dos estudantes.
Não é esta a primeira vez que a administração Mundiquinho se irrita com a liberdade de expressão e a independência de opinião. O próprio Dário Silva já foi vítima desse abuso em outras oportunidades. Em 2006, por exemplo, durante a campanha eleitoral para o governo do Maranhão, a secretária de Ação Social, Celina Figueiredo, irritou-se com Dário por este ter se recusado a vestir uma camisa com a foto da senadora e candidata a governadora Roseana Sarney. Por ter tido a coragem de ser autêntico, Dário foi vítima de perseguição, sendo remanejado do seu local de trabalho e sofrendo humilhações por parte de secretários e outros membros da administração Mundiquinho.
A atual diretoria da UMES de Pio XII entrou para a história com uma vitória ética e combativa, que mobilizou amplos setores sociais, inviabilizando o peleguismo dos ex-presidentes da entidade, Assis Filho e Pedro Lopes, que, em vão, tentaram até o último momento impedir por meio de fraude a vitória de Dário Silva e seus companheiros.
Porém, depois da vitória, a diretoria eleita não voltou a manter contato com os estudantes. Em contrapartida, continuou dependendo financeiramente da prefeitura de Pio XII. Com a proximidade da eleição para prefeito e vereador, a administração Mundiquinho resolveu chantagear a UMES, retirando a verba que repassava mensalmente para a entidade. Diante da independência política de Dário e seus companheiros, o grupo Mundiquinho começou a pressionar a diretoria da UMES para apoiar explicitamente a reeleição de Mundiqunho. Para isso, o representante do núcleo do Sinproessema, Laestro Pereira, foi escolhido para negociar com a UMES o apoio a Mundiquinho, garantindo que dessa forma a entidade continuaria recebendo dinheiro da prefeitura.
Depois disso, o que se viu foi reuniões sendo realizadas sem a presença do presidente da UMES, dinheiro sendo distribuído para membros da UMES e uma pressão cada vez maior para que Dário Silva abandone a entidade e a UMES assuma a campanha de Mundiquinho para prefeito.
Assim, a não-realização do congresso da UMES é conseqüência direta dessa tentativa de golpe por parte da administração Mundiquinho. O que deveria ter sido um congresso virou mera representação simbólica da política do pão e circo, com o secretariado do prefeito, triplamente presente no evento, junto com Assis Filho, que além de ter tentado fraudar a última eleição da UMES, escondendo a lista de votantes, é acusado também de ter ocupado ilegalmente o cargo de conselheiro da juventude, por ter sido escolhido como representante da UMES, quando nem fazia mais parte da entidade nem era mais estudante secundarista, conforme denúncia feita na coluna do Dr. Peta, do Jornal Pequeno, de 9/9/2007 (disponível em: http://www.jornalpequeno.com.br/2007/9/8/Pagina63549.htm).
A atual administração tenta também manter influência dentro da UMES através de dois diretores da entidade, Antonio Nilson Braga e Denildo Vale. A escolha desses dois não é acidental, como também não é coincidência o fato de ambos terem conseguido emprego na administração Mundiquinho Batalha. Detalhe: como não são concursados, os dois ocupam ilegalmente os cargos que o prefeito lhes “deu”.
Os estudantes precisam se mobilizar para garantir a independência da UMES, pois não podemos admitir o abuso de autoridade, o fim do direito de expressão, a política do “cala a boca”. A vitória da chapa de Dário Silva e seus companheiros foi um grande passo à frente no movimento estudantil de Pio XII; não se pode agora permitir que se dêem dois passos para trás.